Prevenir a Osteoporose!
A perda óssea secundária à terapêutica com corticosteróides é imediata e ocorre de forma mais pronunciada durante os primeiros 6 meses. A utilização judiciosa de cálcio, vitamina D, terapêutica hormonal de substituição e bifosfonatos no início dum tratamento a longo prazo pode melhorar a densidade óssea.
Os corticosteróides exógenos são o tratamento de primeira linha para muitas situações médicas e os seus efeitos benéficos podem ser bastante dramáticos. Contudo, esta classe de fármacos é potencialmente uma das mais tóxicas, com efeitos secundários que vão desde problemas clínicos menos graves, como a obesidade troncular, as estrias e as cataratas, até outros mais graves, como a hipertensão, a diabetes mellitus, a osteonecrose e a osteoporose. Os glucocorticóides constituem um factor de risco para a osteoporose conhecido desde os anos 30, quando a sua associação com alterações esqueléticas e com tumores endócrinos foi referida pela primeira vez.
Nos anos 50, a terapêutica com glucocorticóides exógenos generalizou-se e a gravidade da osteoporose induzida pelos corticosteróides (OIC) foi mais amplamente avaliada. Dados recentes sugerem que a osteoporose se irá desenvolver em aproximadamente 50% dos doentes que são submetidos a uma terapêutica com corticosteróides a longo prazo aumentando, deste modo, o seu risco de sofrerem fracturas espontâneas. A terapêutica a longo prazo com 7,5 mg/dia de prednisona encontra-se associada a uma perda óssea média anual de 3%. Apesar da prevalência e morbilidade significativas, esta doença iatrogénica comum é frequentemente insuficientemente reconhecida e inadequadamente tratada. Este artigo revê o problema e sugere soluções.